Estou de 13 semanas de gestação e adoro pesquisar como ocorre o desenvolvimento do meu bebê. E é incrível ler sobre o tema e pensar como isso realmente ocorre comigo, no meu mundinho e do meu bb.
Atritos em relacionamento podem afetar psicologicamente o
feto.
Estudo feito por psiquiatras britânicos foi apresentado em
conferência.
Um homem cuja mulher está grávida possui um papel mais
importante no estágio inicial do desenvolvimento da criança do que
se imagina. Sua influência começa a partir do momento da
concepção.
Longe de ser apenas um espectador durante a gravidez, o pai, em sua
relação com a parceira e em qualquer estresse decorrente dessa
relação, pode ter influência sobre o desenvolvimento mental do
feto.
"O parceiro possui um papel importante a desempenhar quando se
trata de saber como a criança evoluirá durante a gravidez", disse
Vivette Glover, do Imperial College London.
"Descobrimos que isso (o estresse) afeta tanto o desenvolvimento
mental quanto o desenvolvimento emocional do bebê", afirmou a
pesquisadora.
Glover, uma especialista no desenvolvimento fetal que apresentou o
resultado de seu estudo em um encontro do Royal College of
Psychiatrists, em Londres, avaliou o impacto do estresse materno
durante a gravidez.
A forma como uma criança se desenvolverá depende de seus genes e da
educação, mas Glover descobriu que o período de desenvolvimento
ainda dentro do útero também é um elemento importante.
Ela entrevistou 123 mulheres e avaliou o desenvolvimento dos filhos
delas aos 18 meses de idade.
"Foram identificados dois tipos de estresse. Um é o estresse
resultante da ansiedade e de um histórico de transtornos mentais.
Mas o outro é o estresse decorrente da relação com o parceiro",
afirmou.
Pesquisas anteriores já mostraram que uma criança pode estar mais
propensa a desenvolver problemas comportamentais, ansiedade e
distúrbios cognitivos e emocionais se a mãe passar por períodos de
estresse quando estiver grávida.
Estudos com animais também descobriram que o estresse materno pode
provocar alterações de longo prazo no desenvolvimento neurológico
de suas crias.
Quando Glover realizou testes a respeito do desenvolvimento mental
das crianças, ela descobriu diferenças entre os bebês cujas mães
relataram ter ficado estressadas e as mães que não deram
declarações do tipo.
"O desenvolvimento mental deles era um pouco mais lento e eles
apresentaram sinais de medo e ansiedade", afirmou.
Apesar de não se saber exatamente como o estresse materno afeta o
bebê em formação, acredita-se que haja uma ligação entre os níveis
anormalmente altos, no sangue da mãe, do hormônio cortisol, que
indica estresse, e o líquido amniótico.
Pesquisas recentes descobriram haver uma ligação entre os níveis de
cortisol no líquido amniótico e a taxa de desenvolvimento mental
das crianças. Quanto mais alto o nível de cortisol, menor o índice
de desenvolvimento mental.
Glover ressaltou que nem todos os bebês tinham sido afetados pelo
estresse materno. Mas aconselhou as mulheres grávidas que se sentem
estressadas a procurarem um médico, a conversarem com alguém sobre
o problema ou a tentarem relaxar.
"Não sabemos exatamente o que pode funcionar. Mas é muito provável
que essas coisas ajudem", disse.
"A maior parte das crianças acaba saindo-se bem. O estresse apenas
aumenta os riscos, e os efeitos dele dependem, em primeiro lugar,
de uma vulnerabilidade genética. Algumas crianças podem ter mais
propensão para serem ansiosas", acrescentou.
Pesquisando sobre como o bebê pode compartilhar as emoções sentidas pela mãe achei esta matéria do portal G1 e achei muito boa.
Hormônios ligados à ansiedade chegam a bebê apenas quatro
semanas após fecundação.
Há indícios de que filhos de estressadas sejam menos
inteligentes.
As mulheres grávidas com sintomas de estresse transmitem
ansiedade ao feto desde a quarta semana de gestação,
segundo estudo realizado pelo Imperial College de Londres.
Os bebês ainda no útero da mãe estão expostos aos hormônios que
provocam o estresse e que têm potenciais conseqüências negativas no
funcionamento do cérebro da criança, revela a pesquisa, publicada
no último número da revista "Journal of Clinical
Endocrinology".
Para determinar se a ansiedade da mãe podia afetar o feto, os
cientistas pesquisaram mediram os níveis de cortisol em 267
gestantes. O cortisol é o hormônio que provoca estresse, ao
penetrar na corrente sangüínea quando sentimos
ansiedade.
A curto prazo, esse hormônio é positivo, já que ajuda o organismo a
resolver situações estressantes, mas a longo prazo pode causar
cansaço e depressão.
No experimento, os cientistas analisaram amostras de sangue da mãe
e líquido amniótico do útero da grávida. Eles detectaram que, com
quatro semanas de gestação, os altos níveis de cortisol no sangue
da mulher aumentava os níveis no líquido amniótico, produzido
principalmente pelo feto.
O fluido constitui um bom indicador da exposição do bebê a uma
série de substâncias, entre as quais os hormônios.
No entanto, os especialistas alertaram para a necessidade de
continuar pesquisando para conferir como os níveis altos de
estresse da mulher atingem o feto.
Segundo o obstetra Pampa Sarkar, agora se deve continuar
trabalhando "para desemaranhar os mecanismos pelos quais o estresse
maternal acomete o feto, tanto durante a gestação quanto durante a
infância".
Outro estudo publicado em janeiro quantificou a inteligência de
mais de 100 bebês cujas mães tinham sofrido altos níveis de
estresse durante a gravidez e descobriu que os coeficientes
intelectuais das crianças ficavam geralmente dez pontos abaixo da
média.
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